Síndrome de Pernas Inquietas

síndrome das pernas inquietas

Síndrome de Pernas Inquietas

A síndrome das pernas inquietas também é conhecida pelo nome de doença de Willis-Ekbom. Essa é uma condição de origem neurológica, mas que afeta o movimento das pernas. É interessante mencionar que uma grande parte dos casos dessa doença não é diagnosticado, ou o paciente convive durante anos com os sintomas até receber o diagnóstico.

Então, é importante conhecer os sintomas, e procurar ajuda do médico ortopedista assim que notá-los. A síndrome das pernas inquietas é caracterizada por desconforto e vontade incontrolável de mover as pernas, sendo que esses movimentos podem ocorrer durante o sono (uma condição chamada movimentos periódicos dos membros durante o sono).

A sensação de desconforto se estende dos joelhos aos tornozelos. A maioria dos pacientes não relata dor, apenas “pontadas” e formigamentos dos membros. Devido ao fato de que esses sintomas geralmente pioram à noite, sintomas derivados podem surgir, como insônia e privação do sono, levando a distúrbios de ansiedade e depressão.

Fatores de risco

Como explicamos, a origem dessa doença é neurológica, e alguns estudos sugerem que esteja associada à falta de ferro em algumas regiões do sistema nervoso central e alterações no funcionamento de alguns neurotransmissores. Grande parte dos pacientes apresenta histórico familiar da doença, também. Apesar de não ter causas esclarecidas, é possível listar alguns fatores de risco para a síndrome das pernas inquietas:

  • deficiência de ferro, mesmo que não a ponto de provocar anemia;
  • insuficiência renal crônica;
  • neuropatia periférica;
  • lesões na medula espinhal;
  • gravidez;
  • esclerose múltipla;
  • doença de Parkinson;
  • privação do sono;
  • tabagismo.

Mesmo se não possuir histórico familiar ou algum dos fatores de risco, fique atento a sintomas de desconforto constante nos joelhos e tornozelos e procure um médico ortopedista especialista em pé e tornozelo. Vários dos casos de síndrome das pernas inquietas não têm nenhuma causa aparente. Após o diagnóstico, é possível tratar essa síndrome através de terapia medicamentosa e reduzir o desconforto, trazendo qualidade de vida ao paciente. A gabapentina e a pregabalina são medicamentos bastante utilizados nesses casos. A reposição de ferro também é uma medida bastante utilizada nesses casos.

O médico também vai orientar o paciente em algumas mudanças no estilo de vida que costumam trazer bons resultados para o tratamento da síndrome das pernas inquietas, como:

  • evitar o consumo de cafeína e cigarro;
  • prática de exercícios físicos leves
  • pilates;
  • meditação;
  • alongamentos e massagens regulares.

Não ignore o que parecem ser sintomas simples, a síndrome das pernas inquietas tem tratamento e você não precisa conviver com desconforto. Sempre procure ajuda médica o quanto antes.