Artrose metatarsofalangeana: vários tratamentos são possíveis

artrose metatarsofalangeana

Artrose metatarsofalangeana: vários tratamentos são possíveis

Apesar do nome complexo, esse é o tipo de artrose no pé mais comum. A artrose metatarsofalangeana do hálux (articulação do dedão) é mais frequente em idosos e na população feminina. A razão disso é que ela geralmente ocorre por um desgaste progressivo da cartilagem que recobre essa região, então é mais provável que aconteça uma lesão nessa fase mais avançada da vida. A artrose metatarsofalangeana pode ainda ser resultado de uma fratura ou luxação, joanetes e pé chato acentuado.

No começo, os sintomas costumam ser leves e isso leva alguns pacientes a demorarem a se consultarem com o ortopedista em pé e tornozelo. Porém, se a consulta for adiada por muito tempo, os sintomas podem se tornar incapacitantes.

Esses sintomas são:

  • dor ao mexer o dedão do pé;
  • inchaço na região;
  • volume na parte de cima do pé;
  • dificuldade de mover o dedo;
  • sensação de choque ao tocar a região.

Ao notar qualquer um desses sintomas, procure o médico ortopedista, que fará o diagnóstico composto de análise clínica e exames complementares. O relato dos sintomas indicará um quadro de artrose metatarsofalangeana, e na avaliação inicial o médico também fará testes de mobilidade e posicionamento da articulação. Em seguida, serão feitos radiografias ou exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, que podem ajudar a enriquecer o diagnóstico e escolher o melhor tratamento.
As opções de tratamento são várias. A escolha vai depender dos hábitos do paciente (se é atleta, se caminha bastante, etc.) e também do quanto a articulação já foi desgastada e do grau de incômodo que os sintomas provocam.

Os principais tratamentos são:

  • ajuste dos calçados e atividades: é o tratamento conservador, tem o objetivo de reduzir a mobilidade e o impacto, retardando o progresso do desgaste.
  • infiltração de corticoide e ácido hialurônico: bastante usado nos casos iniciais, sempre em conjunto com o tratamento conservador de adaptação dos calçados e atividades.
  • queilectomia (resecção do volume ósseo sobre o pé): feita em associação com a reconstrução e retensionamento das estruturas ligamentares e capsulares. Pode ser feita a cirurgia aberta, mas recentemente tem-se optado mais pelos procedimentos minimamente invasivos.
  • prótese: nos casos em que ainda há mobilidade e não há grandes deformidades, essa é uma boa opção de tratamento. São utilizados implantes sintéticos em substituição à articulação deformada.
  • artrodese: é a cirurgia de fusão articular e é mais indicada para casos mais avançados e deformidades grosseiras.

A maior parte desses tratamentos tem resultados definitivos e duradouros, porém o sucesso do procedimento depende bastante do estágio em que se encontra a lesão. Portanto, não se esqueça, tenha como regra procurar o ortopedista especialista em pé e tornozelo assim que notar qualquer um desses sintomas associados à artrose metatarsofalangeana.