Fascite Plantar

fascite plantar

Fascite Plantar

Você sabe o que é fascite plantar? Primeiro, é preciso entender o que é a fáscia plantar: é uma região do pé composta de tecido fibroso que vai desde o osso do calcanhar até os dedos dos pés. Esse tecido é recoberto de gordura para absorver o impacto sobre a arcada plantar quando pisamos. Então, a fascite plantar é a inflamação da região, acometendo de 3,6 a 7% da população mundial. Geralmente, afeta pacientes entre os 40 e os 60 anos de idade, em apenas um dos pés. A fascite plantar bilateral (nos dois pés) ocorre, mas com menos frequência.

O principal sintoma provocado pela fascite plantar é dor, mais especificamente dor no calcanhar. Alguns pacientes descrevem a dor como uma “pontada”, sem irradiação. É comum que a dor seja pior ao dar os primeiros passos após acordar e também ao subir escadas. Em alguns casos, pode haver inchaço. Você se identificou com esses sintomas? Então continue lendo para conhecer os fatores de risco que costumam provocar essa inflamação.

Pacientes que desenvolvem fascite plantar costumam também:

  • apresentar quadros de obesidade;
  • praticar atividades físicas como corrida, salto, ballet ou dança;
  • ter rotina de trabalho que exige ficar muito tempo em pé;
  • ter pé cavo ou pé plano;
  • ter dorsiflexão do tornozelo reduzida;
  • ter os músculos gastrocnêmio-solear e isquiotibiais reduzidos;
  • ter doenças inflamatórias sistêmicas.

Se você tem dores no calcanhar, procure um médico ortopedista especialista em pé e tornozelo que, através de um exame clínico e de investigação da sua história clínica, vai confirmar o diagnóstico de fascite plantar. Ele pode também pedir outros exames complementares para auxiliar esse diagnóstico, como radiografia do pé, ressonância magnética e eletromiografia. Outras doenças que podem causar dores no calcanhar e são descartadas por meio desses exames são a atrofia da gordura calcânea, a síndrome do túnel társico, a fratura por estresse calcâneo, a neuropatia de Baxter e a disfunção do tendão tibial posterior.

A fascite plantar tem tratamento e é fundamental que o paciente o siga à risca até o fim, pois uma fascite plantar não tratada pode se tornar crônica. Alguns casos podem exigir um tratamento mais longo, de até um ano, e por isso insistimos para que o paciente não desista. Principalmente porque boa parte do tratamento depende de mudanças no estilo de vida que devem ser adotadas pelo paciente, como perder peso no caso de pacientes obesos, ou restringir certas atividades físicas e aumentar os períodos de repouso.

Uma observação a se fazer, porém, é que o repouso completo não é recomendado nesses casos: caminhadas leves são benéficas para o tratamento da fascite plantar após passar a fase aguda dos sintomas. Outra medida que o tratamento inclui é o uso de palmilhas ortopédicas ou botas walker, para melhor distribuir a carga sobre a fáscia plantar ao caminhar e reduzir a dor. O uso de talas ou ortóteses noturnas também costuma ser indicado.

A fisioterapia é bastante eficaz para melhorar o alongamento da fáscia plantar e também ajudar a reduzir a dor, então pode ser que o ortopedista especialista em pé e tornozelo encaminhe o paciente para o profissional fisioterapeuta durante o tratamento. Ainda para ajudar a reduzir a dor, são receitados medicamentos anti-inflamatórios.

Cuidados para manter em casa

O médico pode também indicar alguns procedimentos a serem feitos pelo paciente em casa, para auxiliar no alívio da dor de forma natural. Exercícios de alongamento, aplicação de gelo e banhos de água quente são alguns desses procedimentos. É muito importante, também, evitar o uso de calçados com sola rígida, sem amortecimento, e evitar andar descalço.

Existe a possibilidade de tratamento cirúrgico, mas esse só é indicado em casos em que o tratamento conservador falhou (cerca de 5% dos casos, apenas). A fasciotomia plantar tem o objetivo de “libertar” de 30 a 50 % das fibras da fáscia e geralmente é indicada em casos de dor crônica que já dura mais de 9 meses.

Essas dores crônicas costumam se instalar quando o paciente ignorou as dores agudas e iniciou o tratamento muito tarde. Por isso, sempre procure se consultar com o médico ortopedista especialista em pé e tornozelo o quanto antes e seja cuidadoso com o tratamento. Sua saúde agradece!