O que é o neuroma de Morton e quem pode ter essa doença?

neuroma de Morton

O que é o neuroma de Morton e quem pode ter essa doença?

O neuroma de Morton tem esse nome em homenagem a quem descreveu esse tipo de lesão, em 1876, como uma doença que acomete o nervo na região anterior do pé. Essa é uma condição comum, que atinge principalmente mulheres na faixa dos 40/50 anos, e desde a sua descoberta o diagnóstico e tratamento evoluíram bastante.

O principal sintoma do neuroma de Morton é uma dor constante no antepé que irradia para os dedos. Os pacientes costumam descrever a dor como semelhante a um choque, queimação ou, em alguns casos, uma pontada. O médico ortopedista especialista em pé e tornozelo pode diagnosticar essa doença através do exame clínico (avaliação da história relatada pelo paciente) e físico, que avalia a instabilidade da articulação metatarsofalangeana e faz testes como o de percussão local com dor neuropática e o teste da compressão latero-medial do antepé. Para confirmar o diagnóstico, será solicitado um exame de ressonância magnética, através do qual é possível visualizar o neuroma.

É comum que, nesse diagnóstico, o médico acabe encontrando outras patologias associadas como sinovite e bursite, que tem causas parecidas como as do neuroma de Morton. A sobrecarga na região é geralmente o que origina esse doença, de forma que as causas comuns são:

  • uso excessivo de salto alto;
  • uso de calçados apertados;
  • excesso de peso corporal;
  • alterações ósseas nos metatarsos e no médio/retropé;
  • encurtamento do tendão de aquiles;
  • joanete;
  • hálux rigidus.

Essas condições contribuem para o aumento da pressão do antepé, o que irrita os nervos interdigitais e ocasiona a formação de um neuroma. Assim, o tratamento vai focar a redução da pressão na região. O médico ortopedista especialista em pé e tornozelo irá recomendar o uso de calçados com solado rígido que evitam a pressão excessiva na última etapa da pisada, que é feita com o antepé. Também pode ser necessária a correção da pisada, a perda de peso para pacientes com obesidade e mudança de atividade física.

Outra abordagem de tratamento disponível é a infiltração local com agentes esclerosantes ou corticoides, que ajudam a aliviar os sintomas e reduzem o volume ocupado pelo neuroma. Em caso de fatores intrínsecos como alterações ósseas serem a causa, a cirurgia pode ser a solução. Essas cirurgias podem ter o objetivo de corrigir a alteração ou até mesmo fazer a resseção de neuroma. É interessante mencionar que esse é um tipo de cirurgia ortopédica que pode ser feita de maneira minimamente invasiva. Esses procedimentos minimizam as lesões nas partes moles causadas pela cirurgia e garantem um tempo de recuperação bem menor.

Se você tem algum dos sintomas mencionados nesse texto e, principalmente, possui os fatores de risco, não deixe de buscar o médico ortopedista especialista em pé e tornozelo para o tratamento adequado.