Síndrome do impacto posterior no tornozelo na prática esportiva

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Síndrome do impacto posterior no tornozelo na prática esportiva

Síndrome do impacto posterior no tornozelo na prática esportiva

Quem pratica esportes regularmente sabe que o tornozelo é uma das articulações mais sujeitas a sofrer lesões. Se você é esportista, já deve ter ouvido falar na síndrome do impacto posterior no tornozelo (SPIT), uma lesão que pode atrapalhar a prática dos exercícios. É mais comum em atletas que praticam atividades que exigem bastante esforço dessa estrutura, como corrida ou ballet. Também chamada de síndrome do pinçamento, essa lesão atinge as partes moles da parte de trás do tornozelo.

Nesses esportes, há a flexão constante do pé, o que impacta o tornozelo de forma repetitiva e pode causar microtraumas. Isso se desenvolve em uma reação inflamatória, que pode também evoluir para uma lesão óssea. O uso de calçados incorretos ou a falta de orientação para uma boa técnica esportiva tornam o atleta mais suscetível a desenvolver síndrome do impacto posterior no tornozelo.

Essa síndrome pode se manifestar de três formas diferentes:

inflamação nas partes moles, que pode evoluir para uma inflamação crônica;
mista, quando afeta também osso;
óssea, em que os ossos da região se desprendem.

A prática esportiva muito provavelmente vai precisar ser interrompida uma vez que os sintomas começarem a se manifestar, pois a dor ao ficar nas pontas dos pés, correr e caminhar tornam a rotina de atividades físicas bem limitada. É fundamental que o paciente busque o tratamento ortopédico o quanto antes se deseja retomar suas atividades, pois, se não tratada de maneira precoce, a síndrome do impacto posterior do tornozelo pode se tornar crônica. Inchaço e vermelhidão são outros sintomas que podem aparecer.

O diagnóstico é feito pela análise clínica e fundamentado em exames de imagem como radiografia e ressonância magnética. Uma vez diagnosticado, inicia-se o tratamento, que é focado em controlar a dor e recuperar os movimentos do tornozelo. Para isso, a principal medida é a fisioterapia, que trabalha com a reabilitação das articulações e ainda trabalha o equilíbrio. Compressas de gelo ajudam a controlar a dor e a terapia por ondas de choque é bastante eficaz em estimular a cicatrização dos tecidos lesionados e controlar a inflamação.

A reabilitação do equilíbrio por meio da fisioterapia é especialmente importante para os esportistas porque é também uma forma de prevenir novas lesões ou evitar que esse quadro existente regresse. Em casos em que esses tratamentos iniciais não surtem efeito, pode ser necessária a cirurgia. A artroscopia é uma cirurgia minimamente invasiva que remove a inflamação.

O acompanhamento com o ortopedista é algo que deve fazer parte da rotina de qualquer praticante de atividade física. Muitos atletas procuram isso apenas quando já precisam de um tratamento, o que não é o ideal. Buscar orientação ortopédica antes de iniciar uma prática esportiva frequente é uma ótima forma de prevenir lesões e de informar-se sobre possíveis lesões a que o atleta está sujeito, como a síndrome do impacto posterior do tornozelo.

No entanto, praticar esportes regularmente envolve esforços repetitivos e há lesões que não podem ser evitadas, dependendo da intensidade do treino. Nesses casos, buscar o tratamento precoce é sempre o ideal.

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