Síndrome do impacto posterior no tornozelo

O que é a síndrome do impacto posterior no tornozelo?

O tornozelo é uma das articulações mais predispostas a lesões, especialmente em indivíduos que praticam atividades físicas de forma diária. A síndrome do impacto posterior no tornozelo (SPIT), é um dos problemas que podem interferir na rotina de exercícios do paciente.

 

Esta condição é uma lesão que prejudica as partes moles da região posterior do tornozelo, na região inferior da tíbia. Tal problema também pode ser chamado de síndrome do pinçamento, sendo mais prevalente em atletas que praticam modalidades onde exigem um esforço demasiado da estrutura.

 

A síndrome do impacto posterior no tornozelo pode ser um quadro agudo ou crônico caso não seja tratado. Por este motivo, quaisquer incômodos, é preciso de uma investigação de um ortopedista especialista em pé e tornozelo.

Quais as principais causas dessa síndrome?

síndrome do impacto posterior no tornozeloAs principais causas da síndrome do impacto posterior estão relacionadas com os microtraumas causados pela flexão plantar recorrente, como por exemplo, durante a elevação dos pés na corrida ou quando bailarinas ficam na ponta dos pés durante a dança.

 

+ Fraturas por estresse

 

Com esses microtraumas na região devido ao estresse repetitivo na região do tornozelo, há uma reação inflamatória no tornozelo, que pode vir acompanhada de uma lesão óssea.

 

Nos casos em que há o estresse recorrente, o quadro se desenvolve a partir de movimentos repetitivos com a articulação. À medida em que se desgasta, pequenas fissuras ósseas se formam, desencadeando em um processo de dor e, nestes casos de inflamação do tornozelo.

 

Caso o paciente não utilize calçados adequados, seja durante o dia a dia ou na prática esportiva, há uma maior predisposição para que essa síndrome se desenvolva. Ademais, a má execução da técnica durante o esporte também pode favorecer o problema.

 

Vale destacar que também há o fator de uma lesão mais antiga, que também pode acometer o osso e predispor o paciente a síndrome do impacto posterior em sua classificação aguda. Nos casos em que há um estresse repetitivo da estrutura, o problema se torna crônico.

Quais os tipos de síndrome do impacto posterior no tornozelo?

síndrome do impacto posterior no tornozeloComo mencionado, a síndrome do impacto posterior no tornozelo pode prejudicar o tornozelo e se evidenciar de três formas diferentes, sendo elas:

 

Inflamação nas partes moles

A parte mole na parte de trás do tornozelo é inflamada e este problema pode resultar em uma inflamação crônica.

 

Mista

O tipo mais comum, no qual tanto a parte óssea, quanto dos tecidos moles é acometida.

 

Ósseo

Há o desprendimento entre as partes ósseas envolvidas, como o talus e os trigonum, osso acessório que auxilia na movimentação do tornozelo.

Sintomas mais comuns da síndrome do impacto posterior

Dentre os principais sintomas da síndrome do impacto posterior no tornozelo, podemos citar:

 

  • Aumento da dor quando o paciente fica na ponta dos pés;
  • Dor, inchaço e vermelhidão nas estruturas internas do tornozelo;
  • Dor ao correr, descer escadas ou caminhar.

 

Estes sintomas se fazem presentes devido a inflamação dos tecidos moles na parte interna do tornozelo. Nos quadros mais comuns, há o rompimento entre o talus e o osso acessório chamado de os trigonum, prejudicando os movimentos de flexão do tornozelo.

Como é feito o diagnóstico da síndrome do impacto posterior no tornozelo?

O diagnóstico da síndrome do impacto posterior no tornozelo ocorre através da história clínica do paciente, assim como exames de imagem que o ortopedista especialista em pé e tornozelo pode solicitar.

 

Através do raio-x, é possível identificar o problema, assim como testes clínicos de movimentos de flexão com o tornozelo. O exame de ressonância magnética também se faz importante para identificar possíveis inflamações nos tecidos moles da articulação.

 

Vale destacar que o diagnóstico de um especialista é o diferencial para o tratamento adequado, tendo em vista que o tornozelo pode ser acometido por uma série de problemas, como tendinite e bursite, causando sintomas similares que podem ser facilmente confundidos caso a investigação não seja feita corretamente.

 

A artrose no tornozelo é outro quadro que pode ser confundido com este problema, fator que pode prejudicar nas medidas de tratamento para a síndrome de impacto do tornozelo.

 

+ Tendinite no tornozelo

Inflamação em osso trigonum e cápsula posterior do tornozelo
Inflamação em osso trigonum e cápsula posterior do tornozelo
Tomografia mostrando os ossos os trigonum na região posterior tornozelo
Tomografia mostrando os ossos os trigonum na região posterior tornozelo

Tratamento para síndrome do impacto posterior no tornozelo

síndrome do impacto posterior no tornozeloPara tratamento desta da SPIT, o ideal é que o paciente realize sessões de fisioterapia para controle da dor e recuperar a funcionalidade do tornozelo, melhorando a amplitude de movimentos e melhorar seu equilíbrio para que a articulação retome às suas funções normais.

 

O paciente também pode fazer compressas de gelo na região, além de sessões de terapia por ondas de choque para estimular a cicatrização tecidual, além de controlar a inflamação.

 

Receber o acompanhamento para treinar o equilíbrio também é essencial na recuperação, uma vez que evita a reincidência do quadro, assim como novas lesões.

 

O tratamento cirúrgico é necessário quando há uma falha nas medidas conservadoras. Para operar o paciente, é realizada a artroscopia, cirurgia minimamente invasiva, no qual é feita um corte de 3mm na região do tornozelo para que pequenos instrumentos cirúrgicos removam a inflamação crônica e ressecção do osso os trigonum, caso haja sua presença.

 

Por isso, caso você sofra com dores recorrentes na parte de trás do tornozelo, não deixe de procurar o acompanhamento de um ortopedista especialista em pé e tornozelo para o diagnóstico correto do quadro. O tratamento precoce, evita com que o quadro se desenvolva de maneira crônica e também permite que o indivíduo retome às suas atividades normais o mais breve possível.

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Dr. Rodrigo Vicente

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Rua Iraúna, 195 – Vila Olímpia - São Paulo – SP

Telefone

(11) 3051-4304

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